Zune
zumbindo
zuuummmmmmmmmmm
vai voando
a abelinha
a procura da flor
que dá mel de primeira
feito cana caiana no canavial.
Voando
vai
zummmmmmmmmmmmmmmmmm
zumbindo
nos "zuvidos"
arapuá,
italiana,
africana,
enxu,
de canudo...
saburá, cera, mel.
Mamãe abelha vira rainha.
Abelha-rainha moribunda vai morrer.
Pela abelha mensageira,
manda a filha avisar.
E agora?
O trabalho está
de vento em poupa.
Nada pode parar.
Mas a rainha vai morrer...
Todo o cortiço...
toda a colmeia tem
que parar o serviço.
Pára! pára! Pára!
Para tudo!
Fica apenas
um batalhão
de abelhas- soldado
para a colméia vigiar.
E quando outro voltar,
o que ficou,
substituído será.
Desde que,
antes de morrer
a abelha-rainha,
todos possam a benção tomar.
E assim se fez.
Uma
a
uma
a benção
foram tomar
e a abelha rainha
a abençoar
antes de se finar:
"Abençoada seja,
filha minha,
com toda a sua prole
e seu trabalho.
Que seu mel seja
mais que alimento,
seja alento
e conforto.
Que seja remédio o mel,
a cera e o saburá."
E assim ficou, por todos os séculos dos séculos. Amém!
Baseado em contos populares recontado por João de Sales (João Julião)>
ResponderExcluirOutras abelhas virão.
ResponderExcluirGostei.
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