encontrar...
Ah!...Um príncipe!!!
Vivia a sonhar!...
Entre tantos homens comuns,
Como vou identificá-lo?
Estará disfarçado de quê?
Terei que adivinhar.
Até que um dia...
Encontrei.
É ele.
Ele é
o meu príncipe,
não tem por onde.
É o homem da minha vida.
Namoramos.
Casamos.
Procurei
nele o príncipe.
Achei
apenas o homem
que um dia virou fera.
Lobisomem.
Corri.
Quase morri.
Escapei.
Fedendo.
Arranhada,
machucada,
ferida,
magoada.
A culpa era dele.
Que um príncipe era
e numa fera se tornou.
Não era mais o meu amor.
Porém...
Viver sem ele...
é ser perneta,
maneta.
Aleijada
sem muleta.
Uma tristeza infinita.
Culpa dele que não
era um príncipe.
Nem casada nem viúva nem solteira.
SÓ.
Solidão...
depressão.
Auto-estima
baixa...
baixa...
Baixíssima...
Mas tão baixa
que tudo se anula
e nada
via.
Sem fantasia, nem alegria.
Culpa do príncipe
que ele não era.
E assim, a vida se passa sem se viver:
Do pesadelo à letargia.
Da paralisia à indiferença.
Da falta de crença ao realismo sem esperança.
Falta de confiança.
Ausência de auto-confiança.
Os anos seguem.
Os cabelos embranquecem
e nada se esquece.
Há um reencontro.
Ele não é príncipe.
Nem ela princesa.
Não se visualiza mais
nem fera nem ferida.
Deve haver em ambos
Uma certa amargura
Por algo interrompido,
não concluído,
talvez...
Fazendo uma retrospectiva
percebi que
capenguei
desnecessariamente
durante muito tempo.
Fui princesa solitária
a procura de um príncipe que não existia.
Colega, quase irmã do Príncipe Ribamar da Beira Fresca
que esperava a princesa "Takuku Nakara".
Agora, que capengo por força dos anos,
vejo que ninguém precisa
fazer ninguém de muletas
para ser feliz.
Nem infeliz.
Nem ser princesa.
Muito menos esperar um príncipe.
Nem o Felizes Para Sempre.
Amém.
No final.